quinta-feira, 28 de abril de 2011
Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama,
que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?
Eu só queria sumir, pra tentar esquecer tudo, tentar deixar pra trás coisas que, de certa forma, não são boas pra mim, mas que não saem da minha cabeça e do meu coração. Coisas que eu nunca imaginei sentir, e que, aos poucos, vão me consumindo. Mas eu sei que, demore o tempo que for, isso um dia vai acabar e eu vou poder respirar aliviada.
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